domingo, 27 de novembro de 2011

O que seria das pessoas sem conhecimento?
O que seria das pessoas sem livros?
O que seria das pessoas sem literatura?
O que seria? Como seria?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Jovem Príncipe

Para quem se encantou com a história fantástica do clássico O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint Exupéry, também ficará encantado com O retorno do Jovem Príncipe” de Alejandro Guillermo Roemmers. Na qual Roemmers, da continuidade a história preservando a inocência do personagem o “Jovem Príncipe” apesar de não ser mais criança. Seu retorno é surpreendente, pois agora ele não volta mai seu para planeta, permanece aqui na Terra para aprender e ajudar as pessoas.

 “saiba que qualquer escolha implica em abandonar algo. Todas as mudanças significam deixar alguma coisa para trás: essa é a única maneira de crescer e progredir. Dolorosamente, mas sabendo que nos tornamos mais ricos em experiência. Pouco a pouco, largamos o que é supérfluo e mantemos apenas o essencial.”
“... estou convencido de que a morte só vem até nós depois que aprendemos tudo o que vivemos ao mundo para aprender.”  

domingo, 23 de outubro de 2011

Para Ler...

"Todos nós começamos como leitores atentos. Mesmo antes de aprendermos a ler, o processo de ouvir leituras em voz alta significa que assimilamos uma palavra depois da outra, uma frase de cada vez, que prestamos atenção ao que quer que cada palavra ou frase esteja transmitindo. É palavra por palavra que aprendemos a ouvir e depois ler, o que parece adequado, porque, afinal, foi assim que os livros que lemos foram escritos".

"Quanto mais lemos, mais rapidamente somos capazes de executar o truque mágico de ver como as letras foram combinadas em palavras dotadas de sentido. Quanto mais lemos, mais compreendemos, mais aptos nos tornamos a descobrir novas maneiras de ler, cada uma ajustada à razão que nos levou a ler um livro particular".

Francine Prose

domingo, 10 de julho de 2011

A Comédia Cotidiana

Para os filhos...
"Dedicar-vos nossa vida, só pensar em vocês, preparar vosso bem-estar, sacrificar nossos gostos as vossas fantasias, adorar-vos, dar-vos nosso próprio sangue, isso não é nada? Ai, é verdade, vocês aceitam tudo com indiferença. Para obter sempre vossos sorrisos e vosso dedenhoso amor, seria preciso ter a força de Deus. Depois, enfim, um outro aparece! Um namorado, um marido nos arrebatam o coração."

Para os jovens...
"As moças com frequência criam imagem nobres, deslumbrantes, figuras totalmente ideais, e forjam ideias quiméricas acerca dos homens, dos sentimentos, do mundo; depois atribuem inocentemente a um caráter as perfeições que sonharam, e entregaram-se a isso; amam no homem que escolheram essa criatura imaginária;porém, mais tarde, quando não há mais tempo de livrar-se do infortúnio, a enganadora aparência que embelezaram, seu primeiro ídolo, transforma-se em enfim num esqueleto odioso."
Honoré de Balzac
A Mulher de Trinta Anos 

sábado, 12 de março de 2011

Clássicos?
Os clássicos são aqueles livros dos quais, em geral, se ouve dizer: “Estou relendo...” nunca “Estou lendo...”.
Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado; mas constituem uma riqueza não menor para quem se reserva a sorte de lê-los pela a primeira vez nas melhores condições para apreciá-los.
Os clássicos são livros que exercem uma influência particular quando se impõem como inesquecíveis e também quando se ocultam nas obras da memória, mimetizando-se como inconsciente coletivo ou individual.
Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira.  Toda primeira leitura de um clássico é na realidade uma releitura. Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.
Os clássicos são aqueles livros que chegam até nós trazendo consigo as marcas que precederam a nossa e atrás de si os traços que deixaram na cultura ou nas culturas que atravessaram (ou mais simplesmente na linguagem ou nos costumes).
Um clássico é uma obra que provoca incessantemente uma nuvem de discursos críticos sobre si, mas continuamente a repele para longe.
Os clássicos são livros que, quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lidos de fato mais se revelam novos, inesperados, inéditos.
Chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs.
O “seu” clássico é aquele que não pode ser-lhe indiferente e que serve para definir a você próprio em relação e talvez em contraste com ele.
Um clássico é um livro que vem antes de outros clássicos; mas quem leu antes os outros e depois lê aquele reconhece logo o seu lugar na genealogia.
É um clássico aquilo que tende a relegar as atualidades à posição de barulho de fundo, mas ao mesmo tempo não pode prescindir desse barulho de fundo.
É clássico aquilo que persiste como rumor mesmo onde predomina a atualidade mais incompatível.
Ítalo Calvino

   

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Língua



Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E um profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E quem há de negar que esta lhe é superior
E deixa os portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua
Fala Mangueira

Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
o que pode
Esta língua

Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas
Cadê? Sejamos imperialistas
Vamos na velô da dicção choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Hollanda nos resgate
E Xeque-mate, explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Sejamos o lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisa como rã e ímã...
Nomes de nomes como Scarlet Moon Chevalier
Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé, Maria da Fé
Arrigo Barnabé

Incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Se você tem uma ideia incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível
Filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o recôncavo, e o recôncavo, e o recôncavo
Meu medo!

A língua é minha Pátria
eu não tenho Pátria: tenho mátria
Eu quero frátria

Poesia concreta e prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
Será que ele está no Pão de Açúcar
Tá craude brô, você e tu lhe amo
Qué que'u faço, nego?
Bote ligeiro
arigatô,arigatô
Nós canto falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem,que falem.

Livros

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria,
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(e, sem dúvida, sobretudo o verso)
E o que pode lançar mundo no mundo.

Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.

Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou o que é muito pior por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:

Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada,
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.

Caetano Veloso

Língua Portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...


Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!


Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,


Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Olavo Bilac

domingo, 23 de janeiro de 2011

Variações Linguísticas

Variação Diacrônica que é aquela que muda com o tempo, sendo também percebida no vocabulário e nas gírias de geração para geração, por exemplo, “estar de bonde” expressão antiga que revelava um namoro. Nos dias de hoje os jovens utilizam o verbo ficar, para expressar um relacionamento amoroso sem compromisso “estou ficando com fulano”. Outros fatores são o uso exagerado do gerundismo dos famosos operadores de telemarketing, como “vou estar mandando seu cartão”...., e o outro é a evolução do pronome você, que era Vossa Mercê, depois para Vosmecê e posteriormente você, o pronome de tratamento era usado para senhores superiores como a Vossa Majestade e Vossa Excelência.
Variação Diatópica é aquela que é falada em todos os países de Língua Portuguesa e se faz uma comparação com os falares dos países e regiões do próprio país, mostrando os distintos sentidos e significados que uma palavra possa ter. Por exemplo, no português brasileiro temos a palavra moça, e já português europeu se diz rapariga, ou banheiro/casa de banho, aposentado/reformado, secretária eletrônica/atendedor automático, frízer/arca frigorífica. A palavra mandioca pode ser expressa como macaxeira e aipim nas diferentes regiões do Brasil.
Variação Diastrática é aquela que é falada pela população menos escolarizada. Na fonética, a mudança é na fala como de excelência por incelencia, fígado por figo, substância por sustança, centímetro por centimo, Cícero por Ciço. Na morfologia, na conjugação do verbo cantar na segunda pessoa do plural temos nós cantamos por nóis cantamo ou nóis cantemo, melhor por mais mio. Na sintaxe, não há concordância nominal e verbal nas orações, “quando chegou os bombero já não tinha mais nada para fazer.” Outro exemplo é o verbo falar no presente do indicativo, eu falo, na qual, os demais pronomes utilizam a mesma desinência verbal como é o caso de você, ele/ela, nós/agente, vocês, eles/elas fala.
Variação Diamésica é aquela que estuda as diferenças entre a língua falada e língua escrita. Por exemplo, com a palavra “técnico”, escrevemos desta forma, mas, na fala pronunciamos “téquinico”. Nos telejornais, nos discursos políticos temos exemplos de língua falada, porém, nos mostra uma mensagem que foi escrita para posteriormente ser falada.
ILARI, Rodolfo & BASSO, Renato. O Português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. 2ª ed. São Paulo, Contexto, 2009.   

Um pouco sobre história da Língua Portuguesa

Na Roma antiga a maioria das pessoas falava latim. Nesta época havia três variedades do idioma o latim literário, o eclesiástico e o vulgar, ou seja, o vernáculo aquele que era aprendido, sem a necessidade de regras sistemáticas, transmitido de boca a boca, por exemplo: dos pais aos filhos, ensinada informalmente.
Com as invasões bárbaras num local hoje chamado de România, muitas variedades do latim ali surgiram transformando-se as línguas românicas que são: romeno, italiano, sardo, reto-românico, espanhol, galego e o português. A língua econômica cultural internacional era o latim, depois passou a ser no século XVIII o francês, e por último no século XX até os dias de hoje a língua inglesa.  
A história da língua portuguesa é classificada em três períodos: a fase arcaica língua galego-português (cantigas dos trovadores), clássica (Os Lusíadas) e fase moderna ou contemporânea a língua de (Machado de Assis e de Eça de Queiroz). 
Em 1757, o Marquês de Pombal impede o uso de todas as línguas gerais e impõe o uso da língua portuguesa. Quando o tráfico de escravos foi cessado em 1850, os portugueses traziam africanos falantes da língua portuguesa onde eram colonos para o Brasil. Os índios continuavam a trabalhar na roça e os negros nos centros urbanos. Após, a abolição da escravatura os colonos estavam preocupados em trazer imigrantes europeus que buscavam trabalho e afim de “branquear” a população da época. Com a vinda de D. João VI para o Rio de Janeiro em março de 1808 que consigo trouxe 15 mil novos moradores, com sua pronúncia sibilante e seus hábitos culturais, mostrando de uma forma plausível de onde se inicia a pronúncia chiante dos cariocas.
Após a redução da população indígena por conta da colonização dos portugueses aqui deixaram sua cultura, e algumas palavras de origem indígena, como, por exemplo: mandioca, beiju, jaguar, jiboia, piranha, siri, abacaxi, taioba, entre outras. Nos dias de hoje, ainda há 554 reservas indígenas distribuídas na parte central e norte do Brasil. Onde há escolas e professores que cultuam as antigas origens e os ensinamentos sistemáticos que são realizados com as cartilhas em língua indígena. A cultura e vocabulário das línguas africanas como o iorubá e o quimbundo, enriquereceram a língua com as palavras: bengala, bunda, cachimbo, calombo, maxixe, minhoca, quitanda, cafuné do quimbundo. Vatapá, acarajé e todas as divindades ligadas ao candomblé baiano, são do iorubá.
O sistema educacional da colônia depois da expulsão dos jesuítas no Brasil se tornou precária havia-se poucas escolas e nenhuma universidade. Então, muitos iam para Coimbra para estudar geralmente o curso de bacharel em Direito. Entre 1890 e 1930 chegaram ao Brasil quatro milhões de imigrantes: italianos, portugueses, espanhóis, alemães, árabes, turcos e japoneses. Muitos vindos para trabalhar nas lavouras ou se exilando das guerras que aconteciam nesta época em seus países nativos. Após esses acontecimentos o país adotou a cultura e o vocabulário desses novos imigrantes com a cultura brasileira. Por exemplo: a cidade de São Paulo enriqueceu seus costumes incorporou novos empréstimos para o vocabulário: quibe, esfiha, pizza, talharim, yakisoba, sashimi, grana, ofurô, quimono...
ILARI, Rodolfo & BASSO, Renato. O Português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. 2ª ed. São Paulo, Contexto, 2009.   

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Embasamento da literatura para o ser humano

A literatura abre horizontes. Esclarece e conscientiza o ser humano.
A literatura faz com que você se identifique com si mesmo, aprenda sobre o eu e o outro.
A literatura revela quem você é; o que você pode ser com ela.
A literatura informa, revela o passado desconhecido.
A literatura ensina, reflete sobre o errado.
Quem sempre lê terá sempre a sua disposição “palavras”.
Palavras que declaram que é o ser pensante.
Palavras que conquistam e melhoram os dias mais tempestuosos.
Palavras que jamais sairão da memória.
Palavras que serão ditas para quem tem domínio de não ser dominado.
Palavras que não faltarão...
Mas, somente para quem sabe utilizar a arte das palavras.
Seja um leitor, Nunca pare de ler...
Nunca
Nunca
Nunca

Liliane Domingos