domingo, 23 de janeiro de 2011

Variações Linguísticas

Variação Diacrônica que é aquela que muda com o tempo, sendo também percebida no vocabulário e nas gírias de geração para geração, por exemplo, “estar de bonde” expressão antiga que revelava um namoro. Nos dias de hoje os jovens utilizam o verbo ficar, para expressar um relacionamento amoroso sem compromisso “estou ficando com fulano”. Outros fatores são o uso exagerado do gerundismo dos famosos operadores de telemarketing, como “vou estar mandando seu cartão”...., e o outro é a evolução do pronome você, que era Vossa Mercê, depois para Vosmecê e posteriormente você, o pronome de tratamento era usado para senhores superiores como a Vossa Majestade e Vossa Excelência.
Variação Diatópica é aquela que é falada em todos os países de Língua Portuguesa e se faz uma comparação com os falares dos países e regiões do próprio país, mostrando os distintos sentidos e significados que uma palavra possa ter. Por exemplo, no português brasileiro temos a palavra moça, e já português europeu se diz rapariga, ou banheiro/casa de banho, aposentado/reformado, secretária eletrônica/atendedor automático, frízer/arca frigorífica. A palavra mandioca pode ser expressa como macaxeira e aipim nas diferentes regiões do Brasil.
Variação Diastrática é aquela que é falada pela população menos escolarizada. Na fonética, a mudança é na fala como de excelência por incelencia, fígado por figo, substância por sustança, centímetro por centimo, Cícero por Ciço. Na morfologia, na conjugação do verbo cantar na segunda pessoa do plural temos nós cantamos por nóis cantamo ou nóis cantemo, melhor por mais mio. Na sintaxe, não há concordância nominal e verbal nas orações, “quando chegou os bombero já não tinha mais nada para fazer.” Outro exemplo é o verbo falar no presente do indicativo, eu falo, na qual, os demais pronomes utilizam a mesma desinência verbal como é o caso de você, ele/ela, nós/agente, vocês, eles/elas fala.
Variação Diamésica é aquela que estuda as diferenças entre a língua falada e língua escrita. Por exemplo, com a palavra “técnico”, escrevemos desta forma, mas, na fala pronunciamos “téquinico”. Nos telejornais, nos discursos políticos temos exemplos de língua falada, porém, nos mostra uma mensagem que foi escrita para posteriormente ser falada.
ILARI, Rodolfo & BASSO, Renato. O Português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. 2ª ed. São Paulo, Contexto, 2009.   

Um pouco sobre história da Língua Portuguesa

Na Roma antiga a maioria das pessoas falava latim. Nesta época havia três variedades do idioma o latim literário, o eclesiástico e o vulgar, ou seja, o vernáculo aquele que era aprendido, sem a necessidade de regras sistemáticas, transmitido de boca a boca, por exemplo: dos pais aos filhos, ensinada informalmente.
Com as invasões bárbaras num local hoje chamado de România, muitas variedades do latim ali surgiram transformando-se as línguas românicas que são: romeno, italiano, sardo, reto-românico, espanhol, galego e o português. A língua econômica cultural internacional era o latim, depois passou a ser no século XVIII o francês, e por último no século XX até os dias de hoje a língua inglesa.  
A história da língua portuguesa é classificada em três períodos: a fase arcaica língua galego-português (cantigas dos trovadores), clássica (Os Lusíadas) e fase moderna ou contemporânea a língua de (Machado de Assis e de Eça de Queiroz). 
Em 1757, o Marquês de Pombal impede o uso de todas as línguas gerais e impõe o uso da língua portuguesa. Quando o tráfico de escravos foi cessado em 1850, os portugueses traziam africanos falantes da língua portuguesa onde eram colonos para o Brasil. Os índios continuavam a trabalhar na roça e os negros nos centros urbanos. Após, a abolição da escravatura os colonos estavam preocupados em trazer imigrantes europeus que buscavam trabalho e afim de “branquear” a população da época. Com a vinda de D. João VI para o Rio de Janeiro em março de 1808 que consigo trouxe 15 mil novos moradores, com sua pronúncia sibilante e seus hábitos culturais, mostrando de uma forma plausível de onde se inicia a pronúncia chiante dos cariocas.
Após a redução da população indígena por conta da colonização dos portugueses aqui deixaram sua cultura, e algumas palavras de origem indígena, como, por exemplo: mandioca, beiju, jaguar, jiboia, piranha, siri, abacaxi, taioba, entre outras. Nos dias de hoje, ainda há 554 reservas indígenas distribuídas na parte central e norte do Brasil. Onde há escolas e professores que cultuam as antigas origens e os ensinamentos sistemáticos que são realizados com as cartilhas em língua indígena. A cultura e vocabulário das línguas africanas como o iorubá e o quimbundo, enriquereceram a língua com as palavras: bengala, bunda, cachimbo, calombo, maxixe, minhoca, quitanda, cafuné do quimbundo. Vatapá, acarajé e todas as divindades ligadas ao candomblé baiano, são do iorubá.
O sistema educacional da colônia depois da expulsão dos jesuítas no Brasil se tornou precária havia-se poucas escolas e nenhuma universidade. Então, muitos iam para Coimbra para estudar geralmente o curso de bacharel em Direito. Entre 1890 e 1930 chegaram ao Brasil quatro milhões de imigrantes: italianos, portugueses, espanhóis, alemães, árabes, turcos e japoneses. Muitos vindos para trabalhar nas lavouras ou se exilando das guerras que aconteciam nesta época em seus países nativos. Após esses acontecimentos o país adotou a cultura e o vocabulário desses novos imigrantes com a cultura brasileira. Por exemplo: a cidade de São Paulo enriqueceu seus costumes incorporou novos empréstimos para o vocabulário: quibe, esfiha, pizza, talharim, yakisoba, sashimi, grana, ofurô, quimono...
ILARI, Rodolfo & BASSO, Renato. O Português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. 2ª ed. São Paulo, Contexto, 2009.   

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Embasamento da literatura para o ser humano

A literatura abre horizontes. Esclarece e conscientiza o ser humano.
A literatura faz com que você se identifique com si mesmo, aprenda sobre o eu e o outro.
A literatura revela quem você é; o que você pode ser com ela.
A literatura informa, revela o passado desconhecido.
A literatura ensina, reflete sobre o errado.
Quem sempre lê terá sempre a sua disposição “palavras”.
Palavras que declaram que é o ser pensante.
Palavras que conquistam e melhoram os dias mais tempestuosos.
Palavras que jamais sairão da memória.
Palavras que serão ditas para quem tem domínio de não ser dominado.
Palavras que não faltarão...
Mas, somente para quem sabe utilizar a arte das palavras.
Seja um leitor, Nunca pare de ler...
Nunca
Nunca
Nunca

Liliane Domingos