domingo, 23 de janeiro de 2011

Um pouco sobre história da Língua Portuguesa

Na Roma antiga a maioria das pessoas falava latim. Nesta época havia três variedades do idioma o latim literário, o eclesiástico e o vulgar, ou seja, o vernáculo aquele que era aprendido, sem a necessidade de regras sistemáticas, transmitido de boca a boca, por exemplo: dos pais aos filhos, ensinada informalmente.
Com as invasões bárbaras num local hoje chamado de România, muitas variedades do latim ali surgiram transformando-se as línguas românicas que são: romeno, italiano, sardo, reto-românico, espanhol, galego e o português. A língua econômica cultural internacional era o latim, depois passou a ser no século XVIII o francês, e por último no século XX até os dias de hoje a língua inglesa.  
A história da língua portuguesa é classificada em três períodos: a fase arcaica língua galego-português (cantigas dos trovadores), clássica (Os Lusíadas) e fase moderna ou contemporânea a língua de (Machado de Assis e de Eça de Queiroz). 
Em 1757, o Marquês de Pombal impede o uso de todas as línguas gerais e impõe o uso da língua portuguesa. Quando o tráfico de escravos foi cessado em 1850, os portugueses traziam africanos falantes da língua portuguesa onde eram colonos para o Brasil. Os índios continuavam a trabalhar na roça e os negros nos centros urbanos. Após, a abolição da escravatura os colonos estavam preocupados em trazer imigrantes europeus que buscavam trabalho e afim de “branquear” a população da época. Com a vinda de D. João VI para o Rio de Janeiro em março de 1808 que consigo trouxe 15 mil novos moradores, com sua pronúncia sibilante e seus hábitos culturais, mostrando de uma forma plausível de onde se inicia a pronúncia chiante dos cariocas.
Após a redução da população indígena por conta da colonização dos portugueses aqui deixaram sua cultura, e algumas palavras de origem indígena, como, por exemplo: mandioca, beiju, jaguar, jiboia, piranha, siri, abacaxi, taioba, entre outras. Nos dias de hoje, ainda há 554 reservas indígenas distribuídas na parte central e norte do Brasil. Onde há escolas e professores que cultuam as antigas origens e os ensinamentos sistemáticos que são realizados com as cartilhas em língua indígena. A cultura e vocabulário das línguas africanas como o iorubá e o quimbundo, enriquereceram a língua com as palavras: bengala, bunda, cachimbo, calombo, maxixe, minhoca, quitanda, cafuné do quimbundo. Vatapá, acarajé e todas as divindades ligadas ao candomblé baiano, são do iorubá.
O sistema educacional da colônia depois da expulsão dos jesuítas no Brasil se tornou precária havia-se poucas escolas e nenhuma universidade. Então, muitos iam para Coimbra para estudar geralmente o curso de bacharel em Direito. Entre 1890 e 1930 chegaram ao Brasil quatro milhões de imigrantes: italianos, portugueses, espanhóis, alemães, árabes, turcos e japoneses. Muitos vindos para trabalhar nas lavouras ou se exilando das guerras que aconteciam nesta época em seus países nativos. Após esses acontecimentos o país adotou a cultura e o vocabulário desses novos imigrantes com a cultura brasileira. Por exemplo: a cidade de São Paulo enriqueceu seus costumes incorporou novos empréstimos para o vocabulário: quibe, esfiha, pizza, talharim, yakisoba, sashimi, grana, ofurô, quimono...
ILARI, Rodolfo & BASSO, Renato. O Português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. 2ª ed. São Paulo, Contexto, 2009.   

2 comentários:

  1. Parabéns por este vosso sítio.
    Somos o Observatório da Língua Portuguesa: http://observatorio-lp.sapo.pt

    ResponderExcluir
  2. Obrigada pelo o comentário, gostei muito do Observatório da Língua Portuguesa, em favor de uma língua internacional com mais de 250 milhões de falantes.

    ResponderExcluir